Mão na roda pé na estrada
   As crianças aqui são fofinhas pra caramba!

Como ficou provado por A + B na nota anterior do blogovsky, há mais tailandeses bacaninhas que seres hediondos espancadores de elefantes.

Se a história de Tu, a cangueira de Koh Tao, não te convenceu - afinal, você poderia contra-argumentar: Tu é uma rata de praia, sorri calculadamente para abrir a carteira de otários, vender cangas pelo dobro do preço de mercado, etc e tal. Confesso que eu talvez ficaria desarmado com tal argumentação....afinal a Duda achou numa lojinha a mesmíssima canga que compramos dela a 200 baht por módicos 100 baht (uns 6 real).

Mas como estou agora completamente imbuído da tarefa de defender a genuina pureza da bondade dos tailandeses, apelo para imagens degeladoras até mesmo dos mais brutos corações.

 

 



Escrito por Staroba às 09h31
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   Tailândia, mostra sua cara!

Macaco-velho que sou na arte de ser vaselina, enfio a mão cheia num pote de Vasenol e esparramo seu conteúdo oleoso sobre a tela do micro que estás lendo.

Antes que a embaixada da Tailândia em Brasília peça direito de resposta, acusando-me de injúria e difamação por proclamar que os elefantes não são exatamente tratados a pão de ló por aqui. Antes que a liga profissional de boxe tailandês decrete uma fatwa contra mim, trago a você, fiel leitor, o tão necessário, tão fundamental e imprescindível, pilar único, robusto e genial do jornalismo vaselina interplanetário. Com vocês, o OUTRO LADO!

Justiça seja feita: a grande maioria dos tailandeses nunca bateu num elefante. Muitos são incapazes de matar um pernilongo. São de simpatia ímpar, têm um sorriso permanente no rosto. Alguns chegam a emocionar pela doçura e simplicidade. A comunicação com os thais nem sempre é simples, já que o inglês da maioria é bastante limitado. O que resta, porém, é um divertido diálogo não-verbal, com muitos gestos e interjeições. Mas chega de embaço e vamos aos exemplos.

Tu, a cangueira de Koh Tao

Descalça, Tu, a vendedora de cangas, caminhava no escalda-pés que é o mar de 40 graus da praia de Saree, na ilha de Koh Tao (de onde presentemente cascateio). Ganhou-nos com o sorriso mais cheio de dentes que já se viu do lado de cá do muro de Berlim. Entre gestos e monossílabos e gargalhadas, "contou-nos" que mudou-se do norte tailandês para esta ilha há sete anos, grávida. O autor da proeza estava ali do lado, trabalhando como motorista de taxi-boat. Meio a contragosto, ele topou pagar o mico e posar pruma fotinho ao lado dela. Olha que casal simpático...

 

 

 A conversa seguiu os padrões tradicionais do encontro turista ocidental-negociante asiático.

- Quanto é? 250 baht. Nãaaaaaaaaaaao, tá caro! I do special price for you. Bem que tão bonitas essas cangas, né? Hihihi, yes, yes, very good, very very good. E se eu levar duas, quanto fica????

E então, o grande momento, o toque magnífico e genial de toda boa vendedora tailandesa. Equilibrando o chapéu sobre a cabeça tala-curta (existe diminutivo de tala larga?), risadinhas contagiantes non-stop, Tu abre a mochila. Saca do coldre seu instrumento essencial de comunicação, para determinar o preço certo, exato, exatíssimo:

 

 Sacou sua amiga inseparável, a calculadora. Compramos uma canga, claro. Tu segurou as duas notas de cem, e num surto supersticioso, bateu com elas umas três vezes sobre o saco de mercadorias. Era para dar boa sorte, explicou ela. Éramos os primeiros clientes do dia. Desejamos a ela sorte na vida, ela nos rogou bons alentos de felicidade eterna, final feliz na praia de Koh Tao.



Escrito por Staroba às 07h59
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   O genocida de paquidermes

Vingaaaaaaaaaaaaaança! O mínimo que podia fazer era mostrar ao mundo o retrato do crápula, do malvado, do horrendo malfeitor, do inomivável espancador de elefantes, o nosso "piloto" tailandês. Sim, ele, ei-lo, DU IN

Na imagem acima, Du In dá uma risadinha asquerosa. Voce não está vendo - e nem eu pretendo mostrar, pois seria violência e crueldade demais para este espaço, mas enquanto ri assim gostoso, as esporas de seus pés estão fincadas no dorso do pobre elefantinho, que uiva (sim, sim, não sabia que elefante uivava, descobertas da Ásia...)


Telefonei ontem para Du In, notificando-o de que seu rosto circularia o mundo inteiro, e que seria bom ele se preparar para enfrentar o Greenpeace, o WWF, a Liga dos Defensores dos Animais. O inominável respondeu-me com um email, enviando a foto abaixo, para deixar claras as rugas de preocupação em sua testa.

(Atenção para o detalhe, na parte de baixo, da ponta da lança que ele costuma enfiar na cabeça dos elefantes)

 

 

 



Escrito por Staroba às 07h43
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